
É neste pequeno espaço
entre o vago, o mudo e o silencioso que me encontro.
É nesta ínfima gota d’água que pinga e respinga
molhando veementemente minha alma que me faço ponto.
Eu desejo,
E ensejo,
A mais pura, expressiva e etérea verdade
Sobre tudo aquilo que está na face
Desse nosso mundo Shakespeareano.
É neste pequeno espaço que me faço mundano.
Sou promíscuo, sou devasso, sou insano;
Sou omisso, sou nefasto, sou profano.
E quantas vezes tive que ser este ser sem graça?
Um ser que se apavora
e adoece
e adormece
e enriquece
e empobrece
e engole
o que é pra se pôr pra fora!
Empresto o meu vago, o meu mudo e silencioso ser
Para ser outras pessoas.
Empresto tudo aquilo que observo
E tudo aquilo que serve, de mim, para criar outras pessoas.
Alugo-me para sonhar
e para achar que a vida é boa!
You need to be a member of World Poets Society W.P.S. to add comments!
Join this social network