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Benny Franklin
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BENNY FRANKLIN

Profile Information

Real Full Name
Benjamin C. Franklin
Literary Pen Name
Benny Franklin
Nationality
Brazil
Languages
Portugues
Country of Origin
Brazil
Country of Residence
Brazil
City of Residence
Belém
Biography
Premio AP de Literatura 2006 - Belém, Parà, Brazil; Cônsul de Belém de Poetas del Mundo; Colaborador dos Sites "Overmundo, Ver-O-Poema e Poema Dia.
Poem #1
LÁGRIMAS DE SEMPRE-VIVA!

Para Lailton Araújo


I
Poesia, oh! poesia...
Apesar de ainda nos encontrarmos
nas cavernas dos primeiros vômitos
comemos do mesmo húmus
e bebemos angústias e esbofeteadas
da mesma lúgubre taça,
argh!, somos vítimas da podridão
que nos ignora
em torpe rodagem.

II
Poesia, oh! poesia...
O futuro desenha o poeta do meio
e as flores galam aqui o que a palavra
insemina com canivetes nos olhos,
línguas de genitálias ao vento
poetam por onde se esconde o orvalho
e invadem a lauda grávida
nuas e descalças.

III
Poesia, oh! poesia...
Os poetas nossos de cada dia
guerreiam com lágrimas de sempre-viva
e um poema de betume cobre suas raízes,
as expiações medem-se por catarzes de escarros
ou pedras ou cínicos jarros
que no-los perdoam e os mormaços
sentem-se mui-acossados
por ternuras de orquídeas.

IV
Poesia, oh! poesia...
Os poetas produzem ceras cada aurora,
suas carnes mal amarelam e decompõem-se em limo
e suas gavetas, seus limbos e seus semens
não amedrontam só os bêbados nas suas cervejarias
de palavras sem bíceps, estômagos, nádegas
que no-los perdoam e suas flechas
sentem-se descomedidas
a cada tosco entardecer.

© Benny Franklin
Poem #2
SILHUETAS SEM ORGASMOS!


I
Bem no jorro pênsil dos rios tintos de lágrimas
mergulhado em óleo de cânfora humano
inundado de silhuetas sem orgasmos
(em meio a intensas e nervosas ventanias
que invadem os nômades pensamentos
poluídos de fezes emplumadas)
um dócil paradigma de flor desmonta o medo
e seus empates descalços
desenhando na nádega do planeta
suas lúgubres vagaturas
engomados por esses pés farpados
em oração à rampa da palavra.

II
Em célere canseira
dois olhares e segundas demãos
agonizam no interior de mim mesmo.
Guirlandas e lamentos serão depositados nas faces
que falecem ao fogo-fátuo
sem se auto-sepultar no ralo da noite...
Refregas do porvir
de ré e traição põem fé
que notívagos e lunáticos
acasalarão durante o armistício
enquanto nuvens de sexos mais cínicos
e nebulosas infiéis ejaculando
pelos flancos do inverno
em segundos não passam.

III
Afasto-me de mim!
Sigo com as minhas babas amargas.
Nuvens de planctos assassinos
protegem vozes humilhadas...
À névoa suja foge um sumo de rebeldia
— e foram minhas asas que os libertaram —
que como uma aragem vinda do hálito do orvalho
oferece de peito erguido
seu último sacrifício
no entanto timidamente erótica
sua libido se esconde dele
amordaçada e amarrada à sua crosta escrotal.

IV
Oh! Magnitude amputada!
Deixo-te o destino da morte.
Teus restos sodomizados massageiam
a mutação do silêncio.
À sombra trôpega colhestes uma dor
— e foram teus “Ménage à Trois” intelectuais
que as plantaram —
que como uma vagante parábola dos homens
sofre — e desdiz:
Masturbação de dedos, um cismar de alvos
deixando penetrar nas bocas entreabertas
as línguas contaminadas de fome...
Sobrevivendo de luzes brochadas
tu mesma então empurras as falas
para porões sem escotilhas
num pasmo-rouco desfigurado
e num escarro engravidado
contaminas nossas camas de dias cinzentos
enquanto nos crus horizontes
entre ancoradouros enforcados e neuróticos
predominam entesadas as porno-falações em fuga
para o mesmo destino.

© Benny Franklin
Poem #3
PARA CONSOLAR FALAS ENTRE PARÊNTESIS

Para Max e Age.


Para enciumar a sedução do sândalo
o prepúcio da palavra carrega consigo
supérfluos frênulos de longas madeixas
— e o corte aromático do machado
desmente
seus rastros de quase-falas.

Vestido de horizontes casuais
não só fui encoxado como também prostituído
pelas lágrimas de “Não para consolar”,
de “Max”, o ovo filosófico!
Que cedo perdera sua virgindade
rompida pelas algas de madrepérola
cuja falação com sabor inexplicável
indica a camuflagem
a que todos os dias
o poeta se liberta:
— o que me levou a aliar-me a urdidura poética
de “A fala entre parêntesis”,
poetada por ele
e “Age”, o nimbo do carvalho!

Uivos de abismos segredam nas laudas
flores de rompimento.
Finjo-me saliente e vomito ramas de poesias
para afugentar vôos incontidos e mentes infixas.
E assim os faço respirar com dificuldade
como à uma gangorra que escolhe
matar asfixiado o verbo sujo a ter
que reinventar outros corrimentos...

Um poema emerge do vazio
e me desperta a parábola do longe contínuo.
Só eu sei
porquê não vago nas paragens ilusórias...
Só eu sei
porquê um repentino
murmúrio de algozes
invade-me o corpo
e sobretudo o intimo...
Só eu sei
porquê uma gigantesca garganta
enamora o convés de mim
e dia e noite inventa bocejos
para me excitar...

Só eu sei onde galo
e onde as sintonias do fascínio repousam.
Só eu sei onde os cabelos debelados
metamorfoseiam à minha volta
e donde terremotos de pólen nascem e alimentam
o pensamento incosúltil
e cegam os olhos sob o invisível
luso-fusco da relva.

Ah! Meus poetas!
Passeio na mira dessa manhã de pélvis adulterada...
Reinicio o açoite agonizando os gajos da noite
em pacto de floração
— e deles não me compadeço!

Ah! Meus poetas!
Vejam como o meu canto encanta lâminas...
Talvez por isso os entendidos me conjuguem assim,
utópico e alienante,
incinerador e ilógico.

Ah! Meus poetas!
Os dias grávidos de mesmice escondem
inocentes bulimias...
Eles brincam de seduzir
esses dedos-deuses esfomeados
todas as vezes que os acorrento
à irrequieta masturbação
dos versos meus
tão seus — aqui — castigados pelos versos meus
e pela não-aquiescência dos seus.

Ah! Meus poetas!
Quantos ramos-paragens me terão aqui germinado
e minhas mãos não arriscam sequer acariciar
as Crisálidas lubrificadas que mimo
— e porque não as penetro inteiriças!

Ah! Meus poetas!
Como é complacente, entretanto,
este fortuito agonizar de palavras...

— Como é orgulhoso
o espinho (beijofixado) na boca!

© Benny Franklin


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NOTA DO AUTOR:
- Max Martins: Ícone da poesia paraense e autor de “Não para consolar”. Uma das melhores obras poéticas lançadas no Pará, no século XX.
- Age de Carvalho: Um dos grandes poetas do Pará. Reside atualmente na Áustria. Junto com Max é autor do esplêndido livro “A fala entre parêntesis”.
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Website #1
http://benny-franklin.blogspot.com
Website #2
http://overmundo.com.br/perfis/benny-franklin
Website #3
http://poemadia.blogspot.com

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At 3:12pm on January 17, 2009, Soaroir de Campos said…
Desculpe-me pela demora. Tenho muito gosto em ter voce, poeta, entre meus amigos. O poeta que em mim habita saúda o poeta que vive em ti.

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